Os casos de Fake News destroem vidas há muito tempo. O “Caso CHOQUEI” que está em debate no momento, trouxe um questionamento e um estopim a tona, como controlar a criação e o espalhamento de informações falsas na internet?

Dois casos antigos de fake news voltaram a repercutir na internet, um de 2009 de Luiz Alves de Lima, que passou nove meses preso, perdeu a visão e a guarda da filha após ser acusado injustamente de pedofilia pelo senador Magno Malta; e da jovem Fabiane de Jesus, ocorrido em 2014, espancada até a morte por populares que acreditavam que ela era procurada pela polícia por praticar magia negra. Tudo não passava de Fake News.

Este foi apenas um caso em que a Fake News destruiu uma vida. O termo “fake news” ainda não era conhecido e utilizado, mas a prática é antiga. Luiz foi inocentado e acusou o senador da república de tortura por ter se utilizado do caso para promoção pessoal durante a CPI em que presidia.
O ex-cobrador de ônibus Luiz Alves de Lima, preso depois de ter sido acusado por Magno Malta de estuprar a própria filha de 2 anos, foi inocentado e agora denuncia o ex-senador por tortura.

A reportagem feita pelo jornal Século Diário, do Espírito Santo, revela todos os detalhes desse caso que aconteceu em 2009. O ex-cobrador diz ter sido usado politicamente como bode expiatório para dar notoriedade a Magno Malta. Na época, Malta presidia a CPI da Pedofilia e ganhou destaque na mídia por descobrir o caso e punir o ex-cobrador.
A reportagem feita pelo jornal Século Diário, do Espírito Santo, revela todos os detalhes desse caso que aconteceu em 2009. O ex-cobrador diz ter sido usado politicamente como bode expiatório para dar notoriedade a Magno Malta. Na época, Malta presidia a CPI da Pedofilia e ganhou destaque na mídia por descobrir o caso e punir o ex-cobrador.

Ao jornal, o ex-cobrador conta que, durante os nove meses que passou no Centro de Detenção Provisória de Cariacica (CPDC), foi torturado até quase ser morto. Além de surras, ele foi submetido à asfixia com sacola, a choques elétricos no órgão genital e teve dentes arrancados com alicate.
Como consequência das torturas, Luiz ficou cego de um olho e perdeu a visão parcial do outro. Segundo ele, a tortura teve participação de delegados da Polícia Civil e era presidida pelo próprio senador Magno Malta.
Luiz Alves foi declarado inocente e posteriormente solto depois de a perícia concluir que a filha dele era virgem.
Em 2014, na periferia do Guarujá, São Paulo, outro caso de Fake News chocou o Brasil e levou Fabiane Maria de Jesus a morte.
Fabiane Maria de Jesus, 33 anos, foi espancada e morte em Guarujá, SP, vítima de uma confusão trágica. Boatos em redes sociais a acusaram de praticar magia negra com crianças, desencadeando um linchamento brutal.

Fabiane foi atacada por ser confundida com um retrato falado falso de uma suposta sequestradora de crianças. Páginas no Facebook divulgaram imagens do retrato falado, confirmado depois como notícia falsa.

O retrato foi feito por agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro dois anos antes da morte de Fabiane, relacionado a um crime não ocorrido em Guarujá. A página ‘Guarujá Alerta’ alegou que retrato falado semelhante ao da vítima foi divulgado por engano. O dono da página disse na época ao G1 não ser culpado e afirmou receber ameaças.

Mesmo sendo inocente, Fabiane não teve direito de defesa e foi espancada a céu aberto por centenas de pessoas enfurecidas. A bíblia que Fabiane carregava foi confundida como um livro de magia, alimentando a falsa narrativa propagada nas redes sociais.
O linchamento de Fabiane Maria de Jesus foi relembrado pelo Linha Direta este ano. Pedro Bial entrevistou Yasmin, que aos 21 anos, tornou-se mãe e cabeleireira. Ela assumiu a responsabilidade de cuidar da irmã Ester, que cresceu acreditando que a mãe morreu de causas naturais.

Cinco agressores foram condenados, mas nenhum responsável por divulgar a fake news foi punido. A família processou o Facebook e aguarda julgamento no STF, buscando indenização de R$ 36 milhões por conta das informações falsas divulgadas na plataforma.