Massilon Medeiros desabafa e fala sobre atuação de Caetano Medeiros e ingratidão do Garantido com Inaldo

Um desabafo recente de Massilon Medeiros, ex- Vereador de Parintins e irmão de Inaldo e Tony Medeiros, trouxe à tona uma discussão sensível nos bastidores do Festival de Parintins: o reconhecimento (ou a falta dele) a nomes que ajudaram a construir a história do Boi Garantido. Em sua fala, Massilon criticou diretamente o que considera uma postura ingrata da agremiação com o compositor Inaldo Medeiros, ao mesmo tempo em que ressaltou o protagonismo e o sucesso de seu filho, Caetano Medeiros, no Boi Caprichoso.

O desabafo de Massilon Medeiros

Segundo Massilon, Caetano exerce com firmeza e autenticidade o papel de Amo do Boi Caprichoso, deixando claro que sua atuação não está voltada a agradar o contrário, mas sim a defender com excelência o seu boi. Ele relembra que, no último festival, Caetano teve desempenho destacado, conquistando as três noites no item 06, um feito que reforça sua força artística e domínio em arena.

Além da performance como Amo, Caetano também é apontado como um compositor consolidado, autor de toadas de sucesso como “Sentimento Porreta” e “Mademoiselle Bailarina”. Para Massilon, questionar sua capacidade de rima ou musicalidade é ignorar não apenas seu talento, mas também o reconhecimento já demonstrado pelos jurados do festival.

Caetano Medeiros tem se destacado no embate com João Paulo Faria, ambos de famílias tradicionais no Festival de Parintins

O tom mais contundente do desabafo, no entanto, se volta ao passado. Massilon lamenta a forma como Inaldo Medeiros, descrito como responsável por mais de 80 toadas ao longo da vida, teria sido tratado pelo Boi Garantido. Segundo ele, o compositor não recebeu o devido reconhecimento em vida, tampouco gestos de cortesia, como convites para eventos da agremiação que ajudou a engrandecer.

A declaração reacende um debate recorrente no universo dos bois-bumbás: a valorização dos artistas que construíram a identidade cultural das agremiações. Entre críticas e elogios, o desabafo de Massilon evidencia o contraste entre o legado pouco reconhecido de uma geração e o sucesso consolidado de outra, mantendo viva a discussão sobre memória, respeito e reconhecimento dentro do Festival de Parintins.

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