Mais de 60 mil pessoas transformam Parintins em um mar azul e branco no Boi de Rua do Caprichoso

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Parintins viveu uma noite de emoção, memória e celebração neste sábado (20), quando mais de 60 mil torcedores acompanharam o tradicional Boi de Rua do Caprichoso. Das primeiras horas da noite até a madrugada de domingo (21), a Nação Azul e Branca tomou as principais vias da cidade em uma demonstração de amor e pertencimento ao bumbá da estrela na testa.

A concentração dos brincantes começou na Avenida Senador José Esteves, enquanto o cortejo principal partiu da Rua Sá Peixoto, um dos berços históricos do Caprichoso. O trajeto percorreu a Avenida Amazonas e seguiu pela Rua Cordovil até a Avenida Nações Unidas.

Ao som da Marujada de Guerra, milhares de vozes entoaram toadas que ecoaram pelas ruas da Ilha Tupinambarana, transformando a cidade em um gigantesco palco popular a céu aberto.

Em meio aos abraços, acenos e demonstrações de carinho da galera azulada, o presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo, destacou a força da relação entre o boi e seu povo.

“É uma demonstração de sentimento muito especial. O abraço, o carinho e a força da Nação Azul e Branca emocionam e reafirmam a paixão pelo Boi Caprichoso. É impossível não relembrar a história do nosso boi, que começou nas ruas iluminadas pelas lamparinas e que hoje vê milhares de famílias azuladas caminhando juntas, colorindo e azulando Parintins”, destacou.

O prefeito de Parintins, Mateus Assayag, acompanhou o evento e ressaltou a importância cultural e econômica da manifestação, que movimenta diversos setores do município durante o período do festival.
“Sem dúvida, é um movimento de grande importância para o Festival de Parintins. O Boi Caprichoso leva para as ruas toda a força da Nação Azulada, promovendo um espetáculo que reforça nossas tradições e, ao mesmo tempo, movimenta a economia do município”, disse.

Um dos momentos mais simbólicos do percurso ocorreu na Rua Rio Branco, onde a passagem do cortejo reviveu a memória de Zeca Xibelão, uma das figuras mais emblemáticas da história do Caprichoso. A tradição iniciada por ele continua viva e encontra, ano após ano, novas gerações dispostas a manter acesa a chama do boi de rua.
Sobrinha de Xibelão, Gracy Dutra lembrou a importância histórica do personagem para a construção da identidade cultural do Caprichoso.

“Meu tio é um dos baluartes do Boi Caprichoso. A nossa família está presente em uma fotografia histórica que representa uma das primeiras imagens do boi, trazendo essa perspectiva indígena que se tornou uma das marcas da manifestação. Estar aqui hoje é prestigiar um momento que mostra o quanto o povo parintinense, especialmente a nação Caprichoso, valoriza suas tradições e se envolve em eventos que fortalecem a nossa cultura.

Para muitos torcedores, acompanhar o Boi de Rua é também revisitar lembranças da infância. A médica Cynara Carmo recordou a forte ligação de sua família com o Caprichoso e com o histórico quintal da Rua Sá Peixoto, conhecido como “O Esconde”, local de onde partiu o cortejo.

“Nós nascemos com o boi no quintal de casa e crescemos acompanhando suas tradições. Neste ano, em que o Caprichoso canta ‘o brinquedo que canta seu chão’, somos transportados para as lembranças dos brinquedos da nossa infância e das raízes que moldaram a nossa identidade.
Não poderia ser diferente. O boi sai do Esconde levando toda a tradição de quem nasceu na Francesa e no Palmares, bairros que guardam a essência e a trajetória do Caprichoso. Cada passo do cortejo é um reencontro com a própria história”, afirmou.

Agora, após a grande celebração nas ruas, o Caprichoso volta suas atenções aos últimos preparativos para as três noites de apresentação no Bumbódromo.

Fotos: Clara Mourão, Michel Amazonas e Paulino Produções (aérea)

Assessoria de Comunicação Boi
Caprichoso

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